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1) Hipnose é sugestão?

Hipnose não é sugestão. Hipnose é o nome dado a um ou mais raciocínios específicos, ocorrendo esses em maior ou menor intensidade e/ou esforço. Esses raciocínios ocorrem dependendo de quatro aspectos básicos:

- Intensidade do pensamento,

- Articulação específica do pensamento iniciado pelo paciente/terapeuta,

- História das associações e articulações,

- Aparato orgânico que o possibilita.

De acordo com a comunicação iniciada pelo terapeuta e/ou paciente estas articulações específicas podem ocorrer. Sugestão vem do latim ” sugerere” que significa informar, comunicar. Sugestão não é hipnose devido ao fato que a sugestão é somente um meio, um caminho pelo qual o terapeuta provoca as articulações específicas do pensamento no paciente.

2) Hipnose é relaxamento?

Hipnose não é relaxamento. Relaxamento pode ser definido como uma diminuição significativa de atividade, seja ela de origem orgânica ou psíquica. Já a hipnose é o nome dado a uma ou mais articulações específicas do pensamento que ocorrem em maior ou menor intensidade e/ou esforço. O relaxamento pode ser uma das seis formas básicas de indução para se levar o pensar de um estado cotidiano a um pensar alterado de hipnose, transe ou ao próprio relaxamento.

Uma das formas de relaxar o corpo para posterior hipnose é o Relaxamento Autógeno de Schultz, amplamente utilizado em Hipnose.

3) “Alguns fenômenos acontecem apenas em estados profundos”:

Esta é uma das concepções difundidas na compreensão da hipnose, onde se acredita que somente indivíduos que atinjam estados profundos de hipnose podem se submeter à hipnoterapia (hipniatria no caso de ser feita por um médico). Sabe-se hoje que este é um pressuposto errôneo, visto que não há necessidade de atingir estados médios ou profundos para que ocorra a psicoterapia. A hipnose é somente a alteração da forma de pensar da pessoa, a qual estará articulando sua realidade individual em termos de hipermnésia, progressão da idade, entre outras, este pensar pode ocorrer em maior ou menos intensidade e/ou esforço. A Hipnoterapia Educativa tem como pressuposto não a “profundidade” da hipnose, mas sim uma questão de complexidade das articulações apresentadas. Esta complexidade depende da variabilidade das articulações, da intensidade e do grau de esforço.

4) Hipnose é sono?

Sono vem do latim “somnus” que significa “dormir”. O sono se caracteriza por “um estado de repouso normal e periódico, que nos homens e nos animais se caracteriza especialmente pela suspensão da consciência, pelo relaxamento dos sentidos e dos músculos, pela diminuição dos ritmos circulatórios e respiratório e pela atividade onírica dos sonhos” (Cunha, 2000).

Hipnose não é sono visto que na hipnose há uma intensa atividade psíquica, onde o pensamento estará sendo ativamente articulado de forma intensa (pensamento ativo). Durante muito tempo se confundiu a hipnose com o sono devido ao fato de poder haver um relaxamento físico enquanto a pessoa estiver em transe ou hipnose. A hipnose também não é um estado anterior ao sono devido ao fato dela poder gerar um certo relaxamento físico que pode fazer a pessoa dormir ou acordar de forma espontânea ou induzida.

5) Hipnose é sonho?

No sonho e no transe há um pensar intenso sobre algo com alguma direção. A única diferença entre ambos é que no sonho a pessoa está de fato dorimdo, enquanto que no transe a pessoa está acordada, embora os processos de pensar intensamente sejam os mesmos sendo que no transe há uma maior possibilidade de controle. De acordo com Rossi (2000) existem nove níveis de consciência dentro do sonho, onde a pessoa pode ter maior ou menor controle sobre a direção do seu sonho. Neste sentido no transe em psicoterapia há uma maior direção por parte do terapeuta e do paciente.

6) Hipnose realiza mágica?

Por “mágica” compreende-se algo pouco explicável que tenha efeito na realidade. Posto desta forma tem-se claro que hipnose ou transe não tem coisa alguma de mágico. A ideía de “mágica” está relacionada a não compreeensão e a rapidez com a qual o processo ocorre, este último acontece quando há um bom diagnóstico e uma boa intervenção, abarcando o paciente dentro de sua própria realidade indivudual. Seguindo estas premissas básicas e dependendo da complexidade do problema este pode ser solucionado em um curto espaço de tempo. Um outro sentido que se pode dar ao termo “mágica” é a hipnose uitlizada nas demonstrações de palco. Nestas demonstrações não há um intuito terapêutico de forma alguma, havendo somente a intenção de entreter o público geralmente colocando as pessoas embaraçosas após uma pré-seleção de indivíduos mais sugestionáveis.

7) Hipnose é programação mental?

Inicialmente é importante lembrar que foi o homem que criou e construiu o computador, sendo este uma extensão do homem e da sua forma de pensar e não vice-versa. Considerar o homem um mero computador é desumanizá-lo, assim como sua história. Se o termo “programação mental” se refere à uma alteração do raciocínio e forma de articular do sujeito esta premissa é verdadeira. A hipnose e o transe podem ser uma forma de “programação mental” no sentido de alteração da forma como o indivíduo articula sua realidade individual, dependendo do conteúdo que é transmitido e comunicado, consequentemente alterando o sentimento, sendo neste caso resultado do impacto do pensamento sobre o corpo. Esta alteração da articulação da realidade de cada pessoa pode ser feita de forma terapêutica ou não.

8) Hipnose debilita a mente?

Se o termo debilitar a mente significa enfraquecê-la pelo seu uso este preconceito não é verdadeiro. Na hipnose assim como no transe há uma intensificação do pensamento ativo levando o sujeito a produzir novas ligações entre elementos em nível psíquico e orgânico. Neste sentido, transe e hipnose fortalecem a mente e seu funcionamento.

9) Quem pode ser hipnotizado?

Teoricamente todas as pessoas podem ser hipnotizadas. Visto que hipnose é o nome dado a uma ou mais articulações específicas do pensamento, sendo mais difícil em pacientes que apresentam dificuldades de fixação da atenção. Pode-se pensar em duas situações distintas a saber: a dificuldade de focalização da atenção (indução) e a contra indicação do uso de transe ou hipnose que se dará devido a uma dificuldade de manutenção de um raciocínio lógico, como em indivíduos psicóticos. Mas a maior contra indicação seja a inabilidade do terapeuta.

10) Paciente pode não voltar da hipnose? Ficar preso?

Não, visto que na hipnose e no transe há uma ativação do pensamento ativo, gerando um grande gasto de energia psíquica e consequentemente produzindo cansaço mental. É difícil para o paciente manter este estado durante muito tempo, visto que o gasto de energia física utilizada para articular o pensamento é muito grande. Não há risco algum do paciente ficar preso no transe ou hipnose.

11) Hipnose é amnésia?

A amnéia é uma das possíveis formas específicas de se articular o pensamento que ocorre somente na hipnose. Hipnose não é só amnésia, visto que existem outras possíveis formas de se articular o pensamento em termos de hipermnésia. A amnésia pode ser induzida ou espontânea.

12) Hipnose é regressão de idade?

Hipnose não é simplesmente regressão de idade, sendo esta uma das possíveis formas de articulação específica do pensamento. A hipnose abarca outras formas específicas de pensar, como hipermnésia, sensoriedade, distorção da noção de tempo, e etc. Não há perigo da pessoa ficar criança para sempre quando regredida, visto exigir uma energia psíquica ativa alta para manter o pensamento dessa forma, provocando em si cansaço.

Conteúdo extraído do Curso do Instituto de Hipnoterapia Inst. Milton Erickson – SP Autor: Prof. Bayard V. Galvão.