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HIPNOSE ERICKSONIANA – DR. MILTON ERICKSON

“Cada pessoa é um indivíduo único. Desta forma, psicoterapia deveria ser formulada para encontrar a particularidade das necessidades individuais, ao invés de recortar a pessoa de modo a caber na cama procusteana de uma teoria hipotética do comportamento humano”. (Milton H. Erickson, M.D.)

Hipnose Ericksoniana Curitiba

Assim como é possível falar de hipnose antes e depois de James Braid, também é possível falar sobre a hipnose antes e depois de Erickson. Sua influência é enorme – a grande maioria dos hipnotizadores ou hipnólogos praticantes de hoje usam alguma forma de abordagem Ericksoniana. Em um sentido muito real, ele refez a hipnose em sua própria imagem.

Milton H. Erickson (1901-1980) formou-se na Universidade de Wisconsin, Estados Unidos da América, em 1928, onde se formou em Psicologia e Medicina. Um detalhe; fez os dois cursos ao mesmo tempo. Sua carreira médica culminou com uma nomeação como Diretor Clínico do Hospital Estadual do Arizona, em 1948, a partir do qual se aposentou um ano depois de se concentrar no ensino e prática clínica privada. Ele também foi editor associado da revista de Doenças do Sistema Nervoso, um consultor para a Equipe de Rifle Olímpico dos EUA, e um consultor para o governo dos EUA durante a Segunda Guerra Mundial: o estudo da psicologia do inimigo e os efeitos da propaganda.

À primeira vista, Erickson seria um candidato improvável para revolucionar a prática da hipnose. Nascido em uma família de agricultores de Wisconsin, Erickson foi acometido de poliomielite na idade de 17 anos (e mais uma vez com a idade de 51), de modo que até o final de sua vida, ele estava confinado a uma cadeira de rodas. Ele era daltônico, disléxico e surdo. A Associação Médica Americana tentou revogar sua licença de praticante em 1950. No entanto, sua vida e obra representam um exemplo clássico de luta e determinação contra adversidades.

A relação de Erickson com a hipnose foi muito pessoal. Ele a encontrou pela primeira vez como uma forma de superar suas limitações físicas. Mais tarde, como Diretor de Pesquisa Psiquiátrica e Formação, no Condado de Wayne Hospital, em Michigan, ele realizou muitos experimentos sobre fenômenos hipnóticos, tais como surdez induzida hipnoticamente e daltonismo. Acima de tudo, o seu interesse era sobre o valor terapêutico da hipnose, e, para isso, ele adotou uma abordagem única. Tão único, de fato, que se pode falar em uma “Escola Ericksoniana”.

Sua metodologia se pauta em 3 Ms e 2 Rs visando:

MOTIVAR – é essencial. A vontade de mudar é 50% do caminho. Isso pode acontecer através de um bom rapport. Irá agir no ganho secundário.

METAFORIZAR – é o meio de ser indireto atingindo o cliente nos dois níveis de inconsciência: histórias, piadas, casos, contos… As metáforas são como pontes no tratamento e viabilizam a ressignificação. Feito sob medida.

MOVER – promover mudanças na direção desejada pelo cliente. Prescrever tarefas usando as resistências e os próprios sintomas. Utilizar o que o cliente traz na direção da cura. Movimento que vem de dentro.

RESPONSIVIDADE – responder às mínimas pistas. Não exagerar na carga.

RECURSOS – Todo mundo tem sua riqueza interior. A ela que será dirigida a ressignificação.

No entanto, existem alguns elementos-chave para a sua prática que foram identificados, estudados e refinados pela legião de comentadores e profissionais que vieram após. O primeiro é a flexibilidade. Erickson era extremamente flexível, adaptando a sua abordagem para cada cliente. Às vezes, ele seria direto, autoritário e até mesmo agressivo. Em outros momentos, ele seria permissiva, indireto e calmante. Às vezes ele optava por não utilizar a Hipnose. Ele se utilizava de metáforas em suas abordagens com os pacientes. Um verdadeiro contador de histórias, por assim dizer. E tais abordagens eram necessárias para que os pacientes pudessem refletir e repensar suas vidas.

O segundo elemento que ele utilizava era trabalhar com os sintomas de forma a provocar uma mudança. Erickson via os problemas como um processo, um caminho inútil de fazer as coisas que o cliente tinha desenvolvido, e os sintomas eram parte disso. Ao alterar o sintoma a sua frequência, intensidade ou localização – seria possível mudar todo o padrão do problema.

A maneira com que Erickson encarava o desenvolvimento e origem dos sintomas nos leva ao terceiro elemento em sua prática, que era envolver a mente inconsciente por quaisquer meios disponíveis. Ele acreditava firmemente que o inconsciente do indivíduo continha todos os recursos necessários para trazer a cura para aquele indivíduo no momento presente. Erickson não tinha tempo para a noção freudiana de que as raízes dos problemas têm de ser escavados a partir de um passado distante.

Erickson sabia que a linguagem do inconsciente é a imaginação e metáfora, e histórias terapêuticas, anedotas, piadas, trocadilhos e enigmas é um elemento crucial de seu trabalho. Estes agem como mensagens codificadas para o inconsciente, que é capaz de fazer a conexão e ver o ponto da história, mesmo que a mente consciente não faz – especialmente se a mente consciente não faz, na verdade.

Este “intercâmbio” de mensagens para o inconsciente pode ser feito pela Hipnose. Por isto Erickson se interessou por ela. Fiel à forma, ele desenvolveu seu próprio estilo idiossincrático de hipnose, muitas vezes referida como “indireta” ou “conversação”. Isso é porque ele se não se utilizava de instruções diretas para entrar em transe, que tinha sido o método aceito até este ponto, para uma abordagem mais sutil, com base em relacionamento, confiança e padrões de linguagem.

Erickson também permitia ao máximo de liberdade do cliente para interpretar o que estava sendo dito a seu modo. Por exemplo, “você pode começar a encontrar novas maneiras de sentir à vontade em festas”, em vez de “você está agora mais confiante em falar com estranhos em festas”. Este é outro exemplo de sua preocupação com o cliente acima de todas as outras considerações. Ele fez um grande esforço para ver o mundo do ponto de vista do paciente, ajudando-os a alcançar as suas próprias metas e soluções, em vez de impor sua própria ideia de felicidade sobre eles.

Por isso o Dr. Milton Erickson contrinuiu decisivamente para a história da hipnose, e uma ruptura definitiva com o passado. A sua maneira de fazer hipnose é a mais frequentemente utilizada nos dias de hoje.

Uma técnica terapêutica que se utilizava de Hipnose específica para cada cliente. Pessoal, única e intransferível. Este foi o grande legado de Milton Erickson.